Regimento

DIOCESE de JATAÍ
Gabinete do Bispo Diocesano

É com grande esperança que confirmo as alterações no Regimento Interno do Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) / Grupo Executivo Diocesano, aprovado pelos participantes da Assembléia Diocesana, realizada nos dias 26 e 27 de Fevereiro de 2005, no Instituto Espírito Santo, em Jataí, com fundamento no Artigo 34 do Estatuto do Movimento de Cursilhos de Cristandade do Brasil, tendo a sua primeira edição sido aprovada aos 03 de março de 1996 em Rio Verde, sobre a direção espiritual de D. Benedito Domingo Cóscia, OFM, Bispo Diocesano responsável pela implantação deste movimento de Igreja, nesta Diocese em 1969.
As normas elaboradas e consentidas unanimemente após am­plo e rico debate não são apenas um conjunto de medidas necessárias para uma pastoral urbana e ambiental apropriadas para a Nova Evangelização, mas também são um merecido tributo à experiência e perseverança de um pequeno exército de leigos e leigas que, militando há mais de trinta anos neste vasto Sudoeste Goiano, assumi­ram compromisso de viver sua identidade de Cristãos Católicos e conseguirem serem os apóstolos fundadores de muitas comunida­des novas que, com seus pastores, evangelizam os próprios ambi­entes.
Homologo este REGIMENTO INTERNO DO MCC, GED de JATAÍ, com as alterações produzidas na Assembléia Diocesana, portanto, com sentimentos de gratidão ao Divino Espírito San­to, Padroeiro desta Igreja Particular, por este Movimento de Igreja que continua ajudando eficazmente transformar a sociedade em sinal da “Solidariedade e Paz”, conforme Campanha da Fraternidade 2005.

 Jataí, 10 de Fevereiro de 2006
Dom Aloisio Hilário de Pinho


 DIOCESE DE JATAÍ

MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE DO BRASIL
GRUPO EXECUTIVO DIOCESANO (GED)
REGIMENTO INTERNO

PREÂMBULO


Nós, cristãos leigos da Igreja Católica Apostólica Romana, da Diocese de Jataí, membros do Movimento de Cursilhos de Cristan­dade do Brasil - MCC - Grupo Executivo Diocesano - GED, reuni­dos em Assembléia na cidade de Jataí - Go, com a proteção de Deus e sob o pastoreio de Sua Excelência Reverendíssima, Dom Aloísio Hilário de Pinho, FDP, perscrutando os sinais dos tempos, em sintonia com a Dimensão Sociotransformadora, das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja do Brasil, e sensíveis ao apelo do saudoso Papa João Paulo ll, reiterados pela Sua Santidade, o Papa Bento XVI, e a CNBB, através do Projeto Nacional de Evangelização: Queremos ver Jesus: Caminho, Verdade e Vida, e sob a proteção de Maria Santíssima, aprovamos as alterações introduzidas no REGIMENTO INTERNO, com fundamento nos artigos 34 do Estatuto do Movimento de Cursilhos de Cristan­dade do Brasil – MCC, aprovado pelo Decreto nº 0723/02, de 27/09/2002, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB. Dessa forma, introduzidas as alterações, o Regimento Interno passa a vigorar com a seguinte redação:
 

CAPITULO l
Da Finalidade

Art. 1º - O Movimento de Cursilhos de Cristandade da Diocese de Jataí, doravante denominado apenas de MCC, como movimento de Igreja, a serviço da Pastoral Ambiental Diocesana, tem sede na Diocese de Jataí, e administrativamente no Setor onde se situar a residência do Coordenador do GED, é subordinado ao Bispo Diocesano e funcionará em perfeita sintonia com as normas, princípios, método e técnica advindos do MCC do Brasil, a nível Nacional, sendo a nível Diocesano uma associação privada de fiéis leigos, com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, e tem por finalidades:
a) preparar lideranças cristãs para atuação nas pastorais ambientais já existentes e comunidades, de acordo com os objetivos da Pastoral de Conjunto da Diocese;
b) fermentar de evangelho os ambientes e estruturas, pela ação organizada e testemunho pessoal de seus membros;
c) possibilitar a vivência e a convivência do fundamental cristão;
d) formar lideranças para a atuação e expansão do Movimento a nível Diocesano, Distrital e Paroquial;
e) zelar pela fidelidade à essência, ao conteúdo e ao método do MCC do Brasil.

Art. 2º - O GED da Diocese de Jataí para alcançar sua finalidade tem uma estrutura fundamental, que constitui seu método próprio, e que consta de três tempos ou etapas, definidos nos Estatutos do MCC do Brasil, e, que, por este Regimento Interno, se integram totalmente ao Movimento Diocesano.

Art. 3º - O MCC, como Movimento de Igreja, vinculado à Diocese de Jataí, inserir-se-á no Plano Pastoral da Diocese, atuando na sua finalidade e carisma específico que é a Pastoral Ambiental ou evangelização dos ambientes.

Art. 4º -O MCC tem duração ilimitada. Só poderá ser extinto por causas graves, aprovada pela Assembléia Diocesana, devida­mente homologada pelo Sr. Bispo Diocesano.

CAPÍTULO II
Dos Membros

Art. 5º - Podem ser membros do MCC todos os fiéis leigos que, tendo participado de um Cursilho de Cristandade, façam sua inscrição e sejam admitidos pelo respectivo Setor Diocesano.
Parágrafo único - Em caso de mudança de domicílio de um membro para outra cidade, o Presidente do Setor Diocesano de origem poderá, se for solicitado, encaminhar carta de apresentação ao Setor Diocesano do novo domicílio.

Art. 6º - São direitos e deveres dos membros do MCC:
a) dar testemunho cristão nos ambientes em que atuam.
b) organizar-se em núcleos ambientais para maior eficácia.
c) participar das atividades e reuniões do MCC de acordo com este Regimento Interno e com ele colaborar.
d) contribuir para a manutenção do MCC e suas atividades, cabendo a cada Setor Diocesano decidir, em Assembléia, sobre a contribuição em valor ao GED e a forma de se levantar recursos para a manutenção das próprias atividades.

Art. 7º - O desligamento de um membro se dará por sua livre e espontânea vontade ou por decisão do respectivo Setor Diocesano, em decorrência de ato ou conduta desabonadores, ouvindo-se o Diretor Espiritual local, e com ampla defesa ao neo Cursilhista.

CAPÍTULO III
Da Organização do MCC na Diocese

Art. 8º - O MCC da Diocese de Jataí tem a seguinte estrutura:

a) Em nível diocesano:

ASSEMBLEIA DIOCESANA – AD
GRUPO EXECUTIVO DIOCESANO – GED

b) Em nível paroquial:

ASSEMBLEIAS PAROQUIAIS – AP
SETORES DIOCESANOS – SD

Art. 9º - A Assembléia Diocesana é o órgão maior do MCC na Diocese de Jataí, competindo-lhe, entre outros assuntos:
a) decidir sobre a continuidade, estruturação ou extinção do MCC na Diocese, ouvindo-se, sempre, o Bispo Diocesano.
b) zelar pela fidelidade do MCC à sua vocação original e méto­do próprio.
c) eleger os membros do GED.
d) traçar as diretrizes de atuação e fazer a sua avaliação.
e) aprovar o orçamento e contas do GED, bem como decidir sobre assuntos patrimoniais de natureza relevante.
f) aprovar o Regimento Interno do GED.

Art. 10º - A Assembléia Diocesana é constituída:
a) pela Diretoria do GED.
b) pela Diretoria dos Setores Diocesanos.

Art. 11º - A Assembléia Diocesana reunir-se-á uma vez por ano, em caráter ordinário, convocada pelo Coordenador Diocesano do GED, e extraordinariamente, quando necessário, por convocação com antecedência de 30 dias para a ordinária e 10 dias para a extra­ordinária, devendo, em ambos os casos, constarem da convocação o assunto fundamental, o local e data da mesma.

Art. 12º - O GRUPO EXECUTIVO DIOCESANO (GED) é constituído dos seguintes membros:
a) Coordenador
b) Vice Coordenador
c) Assessor Eclesiástico Diocesano
d) Assessor Eclesiástico Adjunto
e) 1° Secretário
f) 2° Secretário
g) 1° Tesoureiro
h) Tesoureiro
i) Coordenadores dos Setores Diocesanos, estes eleitos segundo dispõe este Regimento Interno.
j) Casal Orientador do MCC Jovem
k) Coordenador do MCC Jovem

Art. 13º - O Coordenador, o Vice-Coordenador do GED, o Casal Orientador do MCC Jovem e o Coordenador do MCC Jovem serão eleitos pela Assembléia Diocesana, para um mandato de 03 anos. O Assessor Eclesiástico Diocesano será sempre o Bispo Diocesano, e o Assessor Eclesiástico Adjunto será de escolha daquele. Os demais membros são de livre escolha dos eleitos.
Parágrafo único - É permitida a reeleição para mais um mandato.

Art. 14° - Compete ao GED:
a) executar e cumprir as deliberações das AD, AR, e AN.
b) promover, acompanhar, articular e coordenar as atividades do MCC na Diocese.
c) participar das Assembléias Regionais do MCC.
d) apresentar à AD o relatório de suas atividades e prestação de contas do exercício e do orçamento anual.
e) promover o relacionamento com outras pastorais diocesanas, particularmente com o Conselho Diocesano de Leigos.
f) organizar, anualmente, o calendário de cursilhos na Diocese, bem como as demais atividades do MCC, e criando condições para sua execução.

Art. 15º - O Coordenador Diocesano tem por atribuições:
a) representar o MCC em Juízo e fora dele.
b) convocar a AD ordinária e extraordinária.
c) assinar, juntamente com o tesoureiro, cheques e demais documentos que impliquem em obrigações para o MCC.
d) presidir as AD e demais reuniões do MCC, juntamente com o Assessor Eclesiástico.
e) participar de todos encerramentos de Cursilho, na Diocese.

Art. 16º - O Assessor Eclesiástico Diocesano tem por atribuições:
a) facilitar ao GED o acesso às orientações da CNBB para atuação do Movimento a nível diocesano.
b) participar das AD e demais reuniões do MCC, tendo como sua a palavra final sobre questões importantes e controvertidas.
c) aprovar o calendário de cursilhos e demais atividades do MCC na Diocese.
d) acompanhar, sugerir e corrigir a linha de atuação do MCC na Diocese.

Art. 17º - Ao Assessor Espiritual Adjunto e ao Vice Coordenador Diocesano, incumbe, a cada um em sua área:
a) auxiliar o titular em suas funções;
b) substituir o titular em suas ausências ou impedimentos.

Art. 18º - Ao 1º Secretário e ao 2º Secretário, como coadjuvante do 1º e substituto em suas ausências, incumbe:
a) redigir as atas e crônicas dos eventos administrativos e histórico do MCC.
b) zelar pela conservação e organização dos arquivos do MCC e sua literatura.
c) manter em dia a correspondência sobre as alavancas, com o Brasil e com o exterior, convocando a todos, nas reuniões, para as orações devidas em favor dos Cursilhos e eventos do MCC.

Art. 19º - Ao 1º Tesoureiro e ao 2º Tesoureiro, como coadjuvante do 1º e substituto em suas ausências, incumbe, de acordo com as decisões da AD e sob a supervisão do GED:
a) cuidar da boa administração econômico / financeira do MCC.
b) providenciar a tempo as prestações de contas dentro das exigências legais e contábeis.

Art. 20º - Em caso de vacância de qualquer cargo eletivo, o GED escolherá um substituto que exercerá o mandato até a nova AD.

CAPITULO IV
Da Organização do MCC nas Paróquias

Art. 21º - Em cada Paróquia regularmente erigida se pode constituir um Setor Diocesano, com as seguintes atribuições:
a) coordenar o MCC dentro de sua área de atuação.
b) zelar pela fidelidade ao método e técnica do MCC.
c) organizar e incentivar a criação e funcionamento de núcleos ou grupos ambientais.
d) realizar as tarefas que forem confiadas pela AD ou pelo GED.
e) indicar os candidatos à participação em CUR.
f) colaborar com auxiliares e mensageiros para a realização de CUR.
g) organizar e fazer funcionar a Escola Fé e Vida, conforme os termos deste Regimento.
h) participar das reuniões e Assembléias Diocesana.
i) indicar a apreciação do Assessor Eclesiástico, o Coordenador do CUR.

Art. 22º -A critério do GED e ouvido o Assessor Eclesiástico Espiritual, poderá funcionar Setor Diocesano, mesmo não havendo Paróquia, desde que haja uma comunidade considerada apta ao funcionamento do MCC.

Art. 23º- - Mesmo havendo mais de uma Paróquia, em uma só cidade, haverá apenas um Setor Diocesano que coordenará o MCC naquela circunscrição, que será integrado por elementos de todas as Paróquias da cidade.

Art. 24º - Cada Setor Diocesano contará, em sua estrutura, com os seguintes membros:
a) Coordenador
b) Vice-Coordenador
c) Assessor Eclesiástico
d) 1º e 2º Secretário
e) 1º e 2º Tesoureiro
f) Diretor da Escola (Masculino e Feminino)
g) Relações Públicas.
h) Casal coordenador do MCC Jovem
k) Coordenadores do MCC Jovens, estes eleitos conforme dispõe o parágrafo único.

Parágrafo único – A estrutura da Coordenação do MCC Jovem, contará com os seguintes membros:

a) Coordenador
b) Vice Coordenador
c) 1º e 2º Secretários
d) 1º e 2º Tesoureiros
e) Relações públicas

Art. 25º - O mandato dos membros do Setor Diocesano, exceto do Assessor Eclesiástico, que é nato, será de 03 anos, o que se aplica também para a Coordenação do MCC  Jovem.. Os membros do Setor serão eleitos por voto direto e secreto, dentre os membros do MCC naquela comunidade, em reunião ou Assembléia especialmente convocada para tal finalidade, precedida de Edital, afixado nos locais normais de reunião e nas igrejas, com antecedência de 30 dias. É vedado a campanha eleitoral, nos moldes dos partidos políticos, devendo todos os candidatos e interessados agirem com bom senso, respeito e dentro dos princípios cristãos, evitando toda sorte de polemica, escândalos e comentários que possam traduzir-se em resultados maléficos para a Igreja e para o MCC. O Diretor Espiritual respectivo tem autonomia para se considerar que o processo eleito­ral se acha viciado ou se estiverem sendo usados métodos e práticas nocivas, decretar a nulidade da votação ou adiar o processo de escolha, e até mesmo, negar participação na eleição a determinada pessoa, eleitor, candidato ou chapa. Da decisão dessa natureza poderá, sem suspender seus efeitos, haver recurso ou reclamação, no prazo de 05 dias, para o GED ou para o Assessor Eclesiástico Diocesano, que decidirá pela procedência ou não do recurso ou reclamação, em instância final, no prazo de 10 dias.

Art 26º - É facultada a reeleição dos membros dos Setores e Coordenação MCC Jovem  para mais um mandato.

Art. 27º - A posse dos eleitos se fará, sempre que possível, perante a Assembléia Diocesana anual ou a Ultreya Diocesana.

CAPITULO V
Do Cursilho, em suas 03 fases
Sub-Capítulo l
Do Pré-Cursilho

Art. 28º - Cada Setor, em sua respectiva área de atuação, deverá:
a) coordenar as atividades de Pré-Cursilho, estudando e priorizando os ambientes a serem evangelizados;
b) buscar, selecionar e preparar os candidatos, observando, quanto à escolha, os critérios indicados pelo MCC:
I - pessoas líderes ou vértebras que tenham capacidade de decidir, de atuar com liberdade e, sobretudo, capacidade de amar;
II - pessoas líderes reais ou potenciais, capazes de influenciar seus ambientes com suas decisões, suas posturas e seu testemunho de vida;
III - insatisfeitas com as circunstâncias em cujo contexto vi­vem, e com inquietude social;
IV - aptas para viver em e para a comunidade, capazes de dar sabor como o sal, de iluminar como a luz, e de transformar a massa como o fermento, ou seja, capazes de criar ou fortalecer núcleos ambientais de cristãos.
c)  indicar, juntamente com o Assessor Eclesiástico do Setor, o Diretor Espiritual para a realização dos Cursilhos.

Art. 29º - Para se alcançar os objetivos delineados no art. 28, os Setores devem, na seleção e escolha de candidatos, evitar de mandar para o Cursilho, pessoas emocionalmente ou psicologicamente desequilibradas, imaturas, incapazes de decisões e compromissos, ou com circunstâncias irregulares de vida. Também de­vem ser evitadas pessoas que, por um ou outro motivo, não tenham condições de receber os sacramentos (vida dupla, maçons, outras religiões ou seitas etc), e com idade muito avançada; gravidez adiantada, etc.

Art. 30º - Igualmente, os que irão trabalhar no Cursilho, em qualquer equipe, devem ser cristãos que estejam dando testemunho de vida, e, no caso de mensageiros ou que estejam pretendendo dar mensagem, devem ter vida coerente, fazendo a ligação fé e vida, de modo a que a sua mensagem reflita o seu estilo de vida, com testemunho positivo e freqüência na Escola de Fé e Vida.

Art. 31º - Cada candidato ao Cursilho será indicado por pes­soa, núcleo, grupo ou pelo Setor, através do completo preenchi­mento de uma ficha de inscrição fornecida pelo GED, e entregue à Coordenação do CUR, devidamente visada pelo Assessor Eclesiástico respectivo ou equivalente, com antecedência de 10 dias, da data de início do CUR, acompanhada da taxa respectiva.

Art. 32º - Se, eventualmente, o candidato não tiver condições financeiras para suportar a taxa de inscrição, esta será de responsabilidade do indicante. O transporte de ida e volta do candidato à Casa de Cursilhos, ainda que em cidade diferente do domicílio do candidato, é de responsabilidade do Setor respectivo, que de­verá providenciar a que o candidato esteja no local, dentro do horário preestabelecido, orientado de levar consigo todo o material e pertences necessários.

Art. 33º - Não se deve indicar como auxiliar - cozinha ou corre­dor - pessoa que não esteja participando e vivendo os princípios cristãos, evitando-se levar pessoas para dar choque emocional em candidato parente ou amigo íntimo.
Parágrafo único - Nas escolhas de referidos auxiliares, deve-se dar preferência aos que estejam preparando ou que tenham demonstrado interesse em preparar mensagens ou meditações.

Sub-Capítulo II
Do Cursilho de 02 ou 03 dias

Art. 34º - Na Diocese de Jataí se realizarão Cursilhos em Rio Verde, Santa Helena de Goiás, Quirinópolis, Caçu,  Mineiros e Jataí, nos respectivos Centros de Treinamento, de conformidade com calendário previamente preparado e devidamente aprovado pelo Assessor Eclesiástico Diocesano, na reunião anual do Clero.

Art. 35º - Os Cursilhos masculino e feminino de adultos e Jovens iniciarão, às 17,00 horas e os encerramentos serão no domingo às 18,00 horas
Parágrafo único: a chegada dos responsáveis na Casa de Cursilhos deverá ocorrer no máximo até as 12,00 horas, exceto os responsáveis pela equipe de cozinha da Casa de Cursilhos que deverá preparar almoço para a equipe de responsáveis.

Art. 36º - O Diretor Espiritual de cada Cursilho, assim como os sacerdotes assistentes, e o Coordenador de cada Cursilho serão indicados pelo Setor onde se realizará o CUR, com aprovação de seu Assessor Eclesiástico e Coordenação do GED. O Diretor Espiritual do CUR deverá ter participado de um Cursilho.

Art. 37º - Os Mensageiros e responsáveis de cada Cursilho serão indicados pela Escola respectiva, conforme distribuição de tarefas e encargos feitas pelo Coordenador do CUR e pelo GED, sendo de total responsabilidade de cada Setor, o resultado de cada participação, no tocante ao atingimento da mensagem, testemunho de vida e coerência, bem como sobre o atendimento da orientação da Escola e sob o atendimento do esquema e horário.

Art. 38º - Na realização de CUR, por regiões diocesanas, se obedecerá a seguinte distribuição, para candidatos:
a) na Casa de Cursilhos de Rio Verde: Rio Verde, Montividiu, Santo António da Barra.
b) na Casa de Cursilhos de Santa Helena: Santa Helena, Lagoa do Bauzinho, Castelândia, Maurilândia e Riverlândia.
c) na Casa de Cursilhos de Quirinópolis e Caçu:  Quirinópolis, Gouvelândia, Paranaiguara, São Simão, Itaguaçu, Cachoeira Alta, Caçu, Itarumã, Itajá, Aparecida do Rio Doce e Lagoa Santa.
d) na Casa de Cursilhos de Jataí e Mineiros:: Jataí, Serranópolis, Chapadão do Céu, Aporé, , Perolândia., Portelândia e Santa Rita do Araguaia.

Art. 39º - Para realização de cada Cursilho, se obedecerá, preferencialmente, a seguinte parceria, entre as regiões, no tocante a mensageiros, auxiliares de corredor e cozinha.
Jataí com Mineiros e vice-versa.
Rio Verde com Santa Helena e vice-versa.
Quirinópolis com Caçu e vice-versa.
A parceria acima não exclui a participação e colaboração de responsáveis e mensageiros de outras regiões, desde que previa­mente esteja o assunto debatido e decidido em reunião do GED.

Art. 40º - Em cada Cursilho, além do Coordenador que pertencerá a própria Casa de Cursilhos, haverá, ainda, um Professor Base, do próprio local, em preparação e treinamento de novo Coordenador para cursilhos futuros. Em situações especiais, com anuência do GED, se poderá admitir um Responsável em treinamento, de outro local, para Coordenador do Cursilho seguinte daquela localidade.

Art. 41º - No correr do CUR se evitará a criação de momentos ou situações que possam levar o candidato a choques emocionais. A conversão perseguida pelo CUR deve ser obtida através de métodos racionais normais.

Art. 42º - Ao ato de encerramento somente se permitirá a participação de pessoas que já tenham participado de um CUR, evitan­do-se, na medida do possível, a presença de crianças, curiosos, ainda que parentes dos novos cursilhistas. É bem-vinda, entretanto,  de religiosas, sacerdotes, ainda que não tenham feito o CUR.
Parágrafo único - O neo Cursilhista fará seu depoimento, no último dia, apenas internamente e não na presença de toda a comunidade.

Art. 43º - No decorrer do CUR os responsáveis, assim entendi­dos os mensageiros, auxiliares de corredor e cozinha, devem ter um procedimento compatível com essa situação, agindo com serenidade, humildade e numa atitude de constante oração e serviço. Tal procedimento dever ser seguido nos dormitórios e nos momentos de tempo livre, especialmente, na noite em que se pede o "silêncio" aos participantes.

Parágrafo único – Os responsáveis devem permanecer todo o tempo, durante a realização do CUR, em regime de retiro, não lhes sendo permitido o afastamento para tarefas particulares e muito menos que pernoitem, sob qualquer hipótese, fora da casa de CUR.

Art. 44º - A cozinha, através de seu Coordenador, não deve permitir que cheguem aos neo Cursilhistas, antes do encerramento, mensagens, bilhetes, flores ou outro tipo de relacionamento com seus amigos e parentes que estejam do lado de fora.

Art. 45º - Os participantes da cozinha, que funcionará em regi­me de clausura, devem agir com naturalidade, sem excessos de comportamento e sem supervalorizar a sua atuação. A comida deve ser preparada, obedecendo o horário da Coordenação, de maneira simples, sem exageros e com extrema higiene e bom gosto. Nos momentos de tempo livre, devem se dedicar a oração, evitando barulhos ou comentários que possam afetar a marcha do CUR. Os responsáveis devem evitar o acesso à cozinha, exceto para um breve cumprimento e saudação, ou para pedir alavancas.

Art. 46º - Cada mensageiro deve conhecer, além de sua mensagem que proclamará, também, pelo menos em linhas gerais, toda a Mensagem do CUR, a fim de que haja uma seqüência temática e doutrinária da MENSAGEM global que é o REINO DE DEUS pela GRAÇA.
Parágrafo único - Após a realização de cada Cursilho, deverá ser efetuada reunião de avaliação geral, de maneira particular, o desempenho dos mensageiros.

Sub-Capítulo III
Do Pós-Cursilho

Art. 47º - Entende-se por Pós-Cursilho o tempo ou momento em que se continua a semeadura da Palavra de Deus; da conversão pessoal, integral e progressiva e da evangélica ação transformadora das estruturas de pecado pela presença de cristãos que são fer­mento, sal e luz. Para isso, é preciso viver o fundamental cristão: praticar, individualmente e em grupos, o seguimento de Jesus de Nazaré; anunciar com palavras e obras o Reino de Deus para que o mundo se converta e creia no Evangelho e, portanto, concretizar o Plano de Deus, pela experiência da Graça.

Art. 48º - É no Pós-Cursilho que se procura colocar em prática a principal vocação do MCC: a Pastoral Ambiental, ou seja: a fermentação evangélica dos ambientes, quando em grupo, através de núcleos dinâmicos que sejam transformadores de suas realidades.

Art. 49º - Para cumprir fielmente suas finalidades, o MCC, nesta fase de Pós-Cursilho, atuará através de núcleos de cristãos. E como auxílio e suporte a esses núcleos, através de Assembléias semestrais ou anuais dos mesmos núcleos, chamadas de "Ultreyas" (caminhar com entusiasmo; ir mais além, com ardor).
Parágrafo único -Anualmente, o GED fará realizar uma Ultreya Regional Diocesana, em um dos locais onde se realiza CUR. Nos locais onde funcione Setor, sendo Casa de CUR,   se realizará semestralmente uma Ultreya local; Não sendo local de Casa de CUR, deverá ocorrer, no mínimo, uma Ultreya local por ano. .

Art. 50º - Entende-se como núcleo, o grupo de cristãos do mesmo ambiente ou área de atividade humana, sobretudo de ambientes extra-eclesiais que, comprometidos pelo Batismo com o Plano de Deus, seu Reino e com o Seguimento de Jesus Cristo, assume sua vocação especifica nas realidades terrestres. Através de sua presença os núcleos tornam os ambientes mais visivelmente marca­dos pêlos valores do Reino de Deus e pêlos critérios proclamados por Jesus, no Evangelho. A ação desses núcleos nos ambientes, caracteriza-se por ser uma ação transformadora, de acordo com os postulados da NOVA EVANGELIZAÇÃO.

Art. 51º - Os núcleos podem ser constituídos por cristãos que, preparados no Pré-Cursilho e tendo passado pelo Cursilho, resolvem assumir compromissos efetivos com o Plano de Deus, com seu Reino e com o Seguimento de Jesus. Eventualmente, o núcleo poderá contar com pessoas, não pertencentes do MCC, mas que anseiam por um mundo mais justo e mais humano. Estes seriam os candidatos ao CUR e, certamente, os melhores evangelizadores.

Art. 52º - Para se iniciar a formação de um núcleo ou grupo, o primeiro passo é a seleção dos ambientes que se pretende evangelizar, em conjunto e em comunhão com a Coordenação de Pastoral Diocesana. Os ambientes mais comuns e tradicionais, onde se necessita da presença dos valores evangélicos, são: saúde, educação, justiça, política, etc. O passo seguinte será suscitar nos que passam pelo Cursilho ou nos que para ele são candidatos, consciência de sua responsabilidade: de serem agentes de trans­formação evangélica nas suas realidades; respeito às pessoas; à sua liberdade; aos seus direitos fundamentais, lutando por eles; busca da justiça, da compreensão etc. Mais que "funcionar" o grupo ou núcleo deve "existir", marcando a sua forma de atuação, em dias, locais e horários combinados, sobretudo sendo presença missionária nos ambientes.
Parágrafo único -  Após a realização dos cursilhos, o Setor respectivo deverá designar um casal de cursilhistas, que será responsável por promover um encontro (reunião) dos neo-cursilhistas – masculino e feminino – para iniciar a estruturação do núcleo ou grupo ambiental e definição de atuação. ( o exercício ou treinamento realizado durante a mensagem do VER/JULGAR/AGIR, no último dia, não obrigará a que o grupo tenha como propósito o cumprimento ou realização daquele treinamento). 

Art. 53º – Semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente, os núcleos de evangelização ambiental reúnem-se para trocar suas experiências, expor suas dificuldades e sua caminhada. São Assembléias que denominamos "Reuniões de núcleos ou grupos", que não possuem ritual próprio, pois devem ser vivenciais. São momentos de convivência fraterna, oração, estudo e reflexão da palavra de Deus.

Art. 54º -Anualmente, em local previamente designado, de preferência num dos que sediam Cursilho, se realizará uma ULTREYA DIOCESANA, sob a Coordenação Diocesana do MCC e presidência do Bispo Diocesano, para, com a participação de mem­bros do MCC = GED, Setores, sacerdotes, religiosas, diáconos, seminaristas, representantes de outros segmentos da Igreja para uma reunião de confraternização, oração, reflexão, celebração da Eucaristia, troca de experiências e análise da caminhada do MCC. Numa dessas Ultreyas ocorrerá a posse dos novos membros do GED e dos Setores.
Admitir-se-á a participação nas Ultreyas Diocesanas de Pastorais da Igreja, desde que combinada previamente com a coordenação do GED, a própria Coordenação da Ultreya e do Sr. Bispo Diocesano.

Art. 55º - O MCC enfatiza que sua primeira e fundamental tarefa é na pastoral ambiental ou evangelização dos ambientes. Entretanto, não exclui a participação de seus membros na Paróquia e nos trabalhos e serviços da comunidade paroquial. A existência de núcleos conscientes de suas responsabilidades na comunidade de seus ambientes, fará com que eles sintam a necessidade de buscar seu alimento na comunidade intra-eclesial: a oração comunitária e litúrgica; a freqüência aos sacramentos, especialmente à Missa e Eucaristia. O cristão leigo deve exercer sua vocação, sem deixar de atender à convocação para os trabalhos paroquiais.

Art. 56º - Em cada local de funcionamento de Casa de Cursilhos haverá uma Escola de formação integral voltada para o MCC, denominada de "FÉ E VIDA" que atenderá a todos interessados, dentro do esquema indicado no art. 39Q deste R.l. Ainda que uma comunidade não seja sede de CU R, mas havendo condições adequadas, se poderá instalar Escola, a qual poderá servir a própria comunidade ou outras comunidades vizinhas.

Art. 57º - A ESCOLA deve ser "uma comunidade de cristãos que, desejando ser discípulos, procuram capacitar-se para conhecer cada vez mais as riquezas da fé e do Batismo e vivê-las em plenitude crescente". O funcionamento da Escola deve ter presente a convivência fraterna, o Estudo da Palavra de Deus e sua conscientização; a planificação racional da ação evangelizadora; e os caminhos do MCC para atingir seus Objetivos, devendo ser, pois, vivencial.

Art. 58º - Para tanto, a Escola terá uma Coordenação local, e terá sua programação voltada para a preparação de agentes de evangelização e para o próprio MCC, além de estar sempre aberta a todos os assuntos que interessem o bem comum, e como vivencial que deve ser, aberta à analise, ao estudo e à crítica dos desafios e dos problemas contemporâneos, sempre à luz da fé e dos critérios do Reino de Deus, funcionando como um instrumento de formação integral do cristão leigo.

Art. 59º - Para coordenar e executar suas tarefas, o GED, juntamente com os representantes dos Setores, reunir-se-ão, mensalmente, conforme calendário previamente estabelecido, visando manter a todos os responsáveis atualizados sobre a caminhada e as novidades do MCC, assim como promover a programação e organização dos cursilhos e demais eventos do Movimento. Na ausência e antes da realização da AD as decisões tomadas nestas reuniões têm força e eficácia, garantindo o normal funcionamento do MCC.

Art. 60º - O GED fará realizar, pelo menos uma vez por ano, em local previamente designado, Encontros ou Seminários de atualização, reciclagem e treinamento dos responsáveis adultos e jovens  pelo MCC, de preferência no início de cada ano. As decisões estabelecidas nesses Encontros/Seminários terão validade e deverão ser respeitadas até manifestação em contrário, se for o caso, da A.D. .
Art. 61º - Visando um melhor entrosamento no funcionamento do MCC, o GED realizará encontros e visitas a todos os Setores, pelo menos uma vez por ano, para, juntamente com os responsáveis locais, avaliar a caminhada, trocar experiências e atualizações, incentivando a todos em seus esforços evangelizadores. Manterá, ainda, o GED a todos os Setores informados de novidades e notícias do MCC e da Igreja, através da troca de correspondências, além de envidar esforços para manter em funcionamento um Boletim Mensal.

Art. 62º- O GED ou os Setores poderão organizar e realizar Encontros de nível paroquial ou diocesano, tipo Retiros de formação, na zona urbana ou rural, destinados a evangelização, dando preferência a pessoas que nunca tenham participado de qualquer encontro promovido pela Igreja. Essa pessoas deverão ser acompanhadas, no pós-encontro e poderão, melhor preparadas, serem os candidatos selecionados ao Cursilho. Nesses retiros, apesar da promoção do MCC, não se deverá utilizar a mesma metodologia ou mensagens usadas para o CUR, aproveitando-se, é claro, a experiência, e a racionalidade do MCC. Os Retiros terão por Coordenadores, pessoas que já tenham feito, pelo menos, um CUR, e só serão realizados após a devida aprovação do Vigário ou responsável.

CAPITULO VI
Disposições Gerais

Art. 63º - Reafirma-se que em todas as atividades do MCC não se permitirá o uso de material, reuniões e outros eventos para pro­moção de partidos, agremiações ou candidatos. Poderá, todavia, o Movimento debater com dirigentes partidários e candidatos, independente de cor partidária, seus programas e compromissos, abrindo-se, democraticamente, espaço para todos os que queiram participar.

Art. 64º - Reafirma, ainda, o MCC sua disposição de inserir-se nos Objetivos Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovados pela CNBB, e cumprir seu papel na Linha da Dimensão Sociotransformadora, já que, de acordo com seu carisma ou finalidade pastoral específica, situa-se na Pastoral Ambiental Profético Transformadora, mais especificamente na Evangelização dos Ambientes, aluando, ainda, na mesma linha ou dimensão, na Pastoral da Comunicação.

Art. 65º - Este Regimento Interno, com suas alterações,  entra em vigor nesta data após ter sido apreciado e aprovado pela Assembléia Diocesana e devida­mente homologado pelo Sr. Bispo Diocesano.

Art. 66º - Qualquer modificação ou alteração deste Regimento Interno só poderá ser efetivada em AD, que tenha, em sua convocação, o item referente a sua alteração.

Art. 67º - O Disposto neste Regimento Interno acerca de eleição e mandatos dos membros do GED e dos Setores não se aplica aos atuais ocupantes, cujos mandatos ficam respeitados,  aplicando-se as normas para os próximos mandatos.

Art. 68º - O GED elaborará o modelo de ficha de inscrição de filiado, enviando a todos os Setores para a identificação de cada neo Cursilhista, a qual ficará arquivada no Setor respectivo.

Instituto Espírito Santo, Jataí 10 de Fevereiro de 2006

Dom Aloisio Hilário de Pinho - Bispo Diocesano
Ruyter Caetano Borges - Coordenador do GED

Informações Adicionais